Devocional

A GRALHA AZUL

DE CHINELOS VERMELHOS

Polegares cortados

JUÍZES 1.1-8

Setenta reis, a quem haviam sido cortados os polegares das mãos e dos pés, apanhavam migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou. (Jz 1.7.)

Depois da morte de Josué, havia ainda muita terra para ser conquistada. A tribo de Judá subiu primeiro à conquista dos cananeus que ainda restavam. Encontraram a Adoni-Bezeque, o rei de Jerusalém. Tomaram-lhe as
cidades e o prenderam. Cortaram-lhe os polegares das mãos e dos pés: algo tão cruel, que não fora aplicado a nenhum outro rei dominado. Foi então que ouviram o seu próprio testemunho: Setenta reis, a quem haviam sido
cortados os polegares das mãos e dos pés, apanhavam migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou.

No época do Antigo Testamento havia a lei do “olho por olho, dente por dente”. Provérbios diz que quem abre uma cova nela cairá (26.27). E, na vida de Adoni-Bezeque cumpriu-se literalmente esse provérbio. Tudo o que ele
plantara ironicamente em setenta homens nobres, agora colhia no próprio corpo. A humilhação a que expusera setenta homens, era então a sua própria realidade.

Jesus nos ensinou a amar sempre. A amar o amigo, o inimigo. A perdoar e a fazer o bem a todos. Ele chegou a nos dar um “novo mandamento”: … que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei (Jo 15.12). O amor é
sempre vitorioso. E, já pensou na colheita do que semeia somente amor? Ainda que eu fale dos anjos a língua do céu, Pregue tão bem com palavras de puro mel, Possa até mesmo meu corpo em sacrifício dar, Ou fique tão pobre por de tudo me despojar, Mas, se tudo isso não for por amor Todo o meu esforço não tem nenhum valor.

O Espírito de Deus derrama o divino amor no coração De quem o busca, e esse amor é pura ação.

Pai, que o meu coração esteja sempre cheio do teu bondoso amor, e que eu o possa repartir com todos ao meu redor. Amém.


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Dormindo no porão

1 JOÃO 1.5-10
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os
pecados e nos purificar de toda injustiça. (1Jo 1.9.)

Nós, do Pai celeste, somos criancinhas,
Filhinhos seus. Não há o que temer.
Não precisa sofrer. É só o Pai ver,
Segurar sua mão. Ouvir a sua voz
No conflito atroz, dar-lhe o coração,

E ouvir-lhe a canção:
“Não chores! Não temas!
Confia apenas. Descansa em mim!”
É ele quem diz.
Reclina a cabeça no peito do Pai, humilde, e assim
Derrote o temor, e como criança, durma feliz!

O garoto já estava entrando na adolescência. As tentações nessa idade são muitas. E um dos tropeços para ele era a mentira. Faltara às aulas na escola e mentira para os pais. Foi um abalo para a confiança que depositavam no filho. Era necessário um castigo bem severo, para que ele não se esquecesse da lição. Então, após explicar a importância de se falar sempre a verdade, o pai lhe deu o veredicto. Ele deveria levar suas coisas para o porão da casa e ali dormir e passar três dias – os que deixara de ir à escola. E que tirasse esse tempo para pensar.

O castigo começou. O porão estava escuro e sem nenhum conforto.
Na primeira noite os pais não conseguiam dormir, pensando no filho. Alta madrugada, o pai pega seu cobertor e travesseiro e vai para o porão, ajeita-se junto do filho, que o abraça. E nos três dias, o pai fez-lhe companhia.
Foi exatamente assim que o Senhor Jesus agiu em relação a nós. Ele tomou sobre si o nosso grande castigo. Não agüentou nos ver sofrer e veio, não apenas estar ao nosso lado, mas tomar o nosso lugar e morrer por nós.
Não é maravilhoso meditar em tão grande amor? Você pode sentir agora a presença de Jesus ao seu lado?

Pai, graças te rendemos por tão grande salvação em Cristo Jesus. Ajuda-nos a viver de um modo digno do nosso chamado para o teu reino. Amém.

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A sopa preta

GÁLATAS 5.16-25

Mas o fruto do Espírito é… domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. (Gl 5.22,23.)

A cidade de Esparta, na Grécia antiga, era conhecida por sua disciplina e pela bravura dos seus soldados. Conta-se que certo monarca, ao visitar a cidade, quis saber de seu rei qual era o segredo da resistência de seu exército.

Foi-lhe dito que o segredo estava em uma sopa preta que os soldados tomavam todos os dias nos quartéis. O rei visitante logo quis provar a famosa sopa. Era intragável. Ele não conseguiu disfarçar uma careta, logo na primeira colherada.

Então o rei de Esparta lhe disse: “Essa sopa traz para os nossos soldados o domínio próprio e a disciplina tão necessários para vencer qualquer inimigo.” O visitante estava acostumado apenas com as ? nas iguarias, de agradável
sabor, e nem sempre tão nutritivas. Mas, na guerra, a coisa era bem diferente. Não havia lugar para conforto ou luxo. A questão era a pátria e dar a vida por ela. Isso requeria o domínio próprio e a disciplina.

É o Espírito Santo que nos capacita a dominar nossa carne, os impulsos do pecado, a língua, a mente, etc. O domínio próprio é fruto de sua presença em nossa vida. Através do louvor, da adoração e da comunhão com Deus, vamos sendo cheios do Espírito e podemos ter domínio próprio. Domínio próprio é coragem, coragem para lutar. Para a vitória obter, é preciso dominar o inimigo interior, o “eu” que só quer reinar.

Pai, dá-me mais e mais de ti: da tua santidade, do teu amor, da tua bondade, da tua alegria, do domínio próprio. De tudo isso, enche o meu ser. Amém.

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DESCOBRINDO O MEU CHAMADO

(Renato Marinoni- twitter.com/renatomarinoni)

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. ”

I Coríntios 12:4-7
À medida que vamos conhecendo igrejas e ministérios e nos inteirando das dificuldades enfrentadas por cada um, tenho a consciência mais clara de que o primeiro desafio a ser vencido se refere ao chamado ministerial.

O que mais vemos por aí são pessoas certas nos lugares errados. Sabe o que isso significa? Pessoas que têm um coração sincero para servir a Deus e fazer a Sua obra, mas que estão atuando no lugar errado. Essa pessoa que atua no lugar errado sempre se sente como “um peixe fora do aquário”, nunca se sente confortável, e o trabalho no ministério para ela é feito com muito esforço.

Temos muitos exemplos na Bíblia de pessoas que cumpriram seu ministério debaixo da graça de Deus porque estavam no lugar certo. Eu poderia citar Gideão. Ou Elias. Ester. Isaías. Jeremias. Homens e mulheres que entenderam o propósito de suas vidas e estavam no lugar certo.

Quando estamos no lugar certo, temos um sentimento de paz no espírito. Vemos a mão de Deus operando, direcionando, guiando. Mas quando você está no lugar errado, toda essa paz interior desaparece. Parece que tudo tem de acontecer com muita dificuldade. É um esforço diferente da fé e da perseverança que acompanham os ministérios frutíferos. O ministério se torna um fardo, e tanto você quanto as pessoas à sua volta percebem que existe algo errado.

Mas como descobrir o chamado específico de Deus em minha vida? Quero apresentar aqui três passos que nos ajudam a entender e a discernir o chamado de Deus em nossas vidas.

1.Orando e jejuando
Na vida cristã não existe atalho. A primeira forma de saber de Deus qual é o nosso chamado, seja ele em que área for, é buscando a Sua presença. É com muita oração que ouvimos a voz de Deus. É jejuando que nos tornamos mais sensíveis à Sua voz.

2. Olhe para os seus talentos naturais
A Bíblia nos diz no Salmo 139 que, antes mesmo que nascêssemos, todos os nossos dias já estavam escritos. Deus plantou em cada um de nós talentos, habilidades que Ele sabe que são necessários para cumprirmos o propósito d’Ele em nossas vidas.

3. Tente, experimente e esteja disposto a errar
Muitas pessoas não descobrem o seu lugar ministerial porque não estão dispostas a se expor e a errar. Ficam sempre na sua zona de conforto, não querendo ser repreendidas por ninguém. Mas para descobrirmos o nosso lugar precisamos nos expor.

Lembre-se: um ministério frutífero é composto por pessoas certas que estão nos lugares certos. Descubra o seu lugar!

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O folheto

MARCOS 16.1-20

E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.
(Mc 16.15.)

Um jovem bonito e forte fora separado pelo Senhor para ser evangelista. Ele comprava pacotes de literatura evangelística, os carimbava com o endereço da igreja e horários de cultos e orava sobre eles. Pedia a Deus que cada
um daqueles folhetos, ao ser distribuído, encontrasse corações famintos de Deus, e que a Palavra não voltasse vazia. E alegremente saía para as ruas da cidade.

Certo domingo, estava com o último folheto nas mãos e não via nem sequer uma pessoa na praia, onde estava. Orou, caminhou até um lugar onde havia uma grande pedra, colocou carinhosamente o folheto naquele bonto, seguro por uma pedrinha para não ser levado pelo vento. E foi para o culto vespertino, pois sua igreja era bem perto da praia. Assim que saiu, um homem se aproximou daquele lugar, que era bem deserto, com a intenção de se matar. Achava que não valia mais a pena viver e se jogaria ao mar, daqueles penhascos. Entretanto sentiu desejo de se sentar um pouco, olhou
para o céu estrelado e teve sua atenção voltada para aquele papelzinho agitado pelo vento, que brilhava com a luz da lua e o atraía. Pegou-o e, ao lê-lo, seu coração foi aberto para a mensagem salvadora de Jesus. Encaminhou-se imediatamente para o endereço da igreja, onde entregou sua vida ao Senhor.

Hoje ele é um pregador da Palavra.

Há tantas pessoas desiludidas da vida que precisam conhecer o amor de Deus! Há tanto que fazer como evangelista neste século! Você não quer ir também colher esses frutos preciosos? A tua mensagem quero levar, Ser porta-voz do teu grande amor.

Mostrar aos perdidos a direção
Contar-lhes que em Cristo há salvação.

Pai, desperta-nos para olharmos como a seara está branca para a ceifa. Capacita-nos a levar essa preciosa semente aoscorações famintos e necessitados de amor e salvação. Amém.

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2 comentários sobre “Devocional

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